terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Pais orgulhosos

Durante bastante tempo prevaleceu a ideia de que a natureza teria dado à mulher as ferramentas essenciais para ser a única pessoa responsável pelo bem-estar físico, emocional e social dos filhos. A educação, bem como o cuidado dos filhos, eram encarados como responsabilidades exclusivas das mães. O papel do pai na educação das crianças parecia ser absolutamente secundário. Era visto como o “ganha-pão” da casa e, como tal, era encarado como uma figura ausente, de autoridade e disciplina.
Contrariando esta tendência, nos últimos anos, o pai começou a ganhar destaque na educação e desenvolvimento dos filhos, podendo e envolvendo-se mais e estando mais presente. E, felizmente, algumas medidas governamentais (como a licença parental) têm apoiado os pais neste processo.

Actualmente, e como consequência de várias metamorfoses sociais, ambas as figuras parentais tentam conciliar uma vida profissional e uma vida familiar com filhos. A mãe deseja um pai atento e envolvido e o pai deseja-se dedicado, afectuoso e disponível. O pai deixou, então, de ser periférico e passou a ser central na família. O homem encontrou outra forma de se envolver na vida familiar, ao mesmo tempo que a mãe se voltou para o mundo exterior, não deixando de estar presente na família. Presentemente, os homens já têm consciência da necessidade de participarem na educação dos filhos e a percepção de que a paternidade responsável faz deles seres mais felizes e completos. A capacidade de envolvimento do pai no cuidado dos filhos parece estar menos dependente das expectativas sociais e mais relacionada com as expectativas que o próprio tem sobre essa tarefa.

No Gymboree, é um prazer termos uma aula cheia de pais, animados, acompanhando os seus rebentos. Orgulhosos do seu papel. É muito engraçado ver as negociações entre mãe e pai sobre a estratégia a adoptar na participação nas aulas. “Eu faço Gymboree e tu Música. Para a semana trocamos. Combinado?”
I.M.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Hoje quero ser...

Sugira novos papéis para as vossas brincadeiras.
Estão a brincar aos bombeiros? Então, lembre a criança que poderá ser, para além do bombeiro que apaga o fogo, o comandante (tomando decisões importantes), o condutor do carro dos bombeiros, a pessoa que faz a chamada para pedir socorro ou a pessoa que é acudida.
Vão tratar do jardim? Quem é o jardineiro? E o grande pinheiro? Então e a borboleta e a abelha? Sugira à criança que finja ser a própria relva que vai ser regada. Como é estar molhado?
Incluam objectos “não realistas” (flor com cheiro a chocolate, máquina que faz nuvens, chuva com sabor a morango, etc). Surpreenda-se com a imaginação da criança… A criatividade, o pensamento simbólico e a linguagem são algumas competências que estarão a ser estimuladas.
Bom fim-de-semana e óptimas brincadeiras!
I.M.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

No meu tempo...

No meu tempo brincava com carrinhos de rolamentos. Quando eu era pequena era eu que fazia os vestidos das minhas bonecas. Sempre que podia ia brincar para a rua. Hoje está tudo diferente.

Li recentemente um interessante estudo* realizado por Maria Vickerius e Anette Sandberg (2006), cujos principais objectivos foram clarificar o conceito de brincar, compreender o seu significado para o indivíduo e para as suas interacções sociais, bem como comparar os actuais contextos (físicos e sociais) de brincadeira com as memórias de adultos, relativamente à sua infância. Participaram no estudo pessoas que trabalham com crianças, pais e crianças entre os três e os cinco anos.
O estudo demonstrou que, em termos de significado, brincar é divertido. Quer as crianças, quer os adultos, apreciam brincar e sentem que aprendem uns com os outros, sendo uma forma de estarem juntos e de compreender o que o outro pensa durante a brincadeira. Os pais definiram brincar como sinónimo de fantasia e diversão. Já as crianças recorreram a exemplos de brincadeiras. De acordo com este estudo brincar tem significado desde que seja divertido. As crianças referiram que o que de mais divertido fazem na “escola” é brincar e ser criativo. Mencionaram que o mais aborrecido é fazer algo não desejado ou não brincar com outras crianças. Por termos consciência destes significados, no Gymboree valorizamos os interesses da criança enquanto brinca e a partilha da brincadeira com pares.
No mesmo estudo, verificou-se que as semelhanças entre o contexto físico da brincadeira, na infância dos adultos participantes no estudo e o contexto físico da brincadeira nos dias de hoje, consistem no recurso a materiais naturais para brincar e a existência de parques infantis. As principais diferenças, encontram-se sobretudo ao nível dos media e da indústria dos brinquedos. O facto de, em grande parte dos casos, ambos os pais trabalharem fora de casa, possibilita um maior poder de compra, sendo que as crianças de hoje parecem ter mais brinquedos.
No que concerne às semelhanças do ambiente social da brincadeira, destaca-se a necessidade de brincar e de compreender o mundo envolvente, o uso da fantasia, o significado dos amigos, os papéis de género e as características da criança à nascença.

O que dirão no futuro, as crianças do presente? No meu tempo…

I.M.

* Vickerius, M & Sandberg, A. (2006). The significance of play and the environment around play. Early Child Development and Care, 76(2), 207-217.

Lisboa - Londres - Lisboa em 29 horas

Aterrámos em Londres; estava entusiasmada e cheia de vontade de visitar os vários espaços Gymboree. Dos que visitámos deu para perceber como os pais estão esclarecidos e valorizam os programas. Em Putney todas as vagas em todos os horários estavam esgotadas! Sente-se a boa energia, a envolvência do Gymboree em cada espaço e a simpatia e a atenção dos nossos colegas professores ingleses. A Rebecca foi muito atenciosa e o Don é fantástico! Ele deu aulas de Gymboree óptimas, cheio de alegria e boa disposição, com as suas turmas empenhadíssimas e divertidas nas brincadeiras. Esta viagem de trabalho foi muito enriquecedora e fez-me ficar satisfeita com o trabalho que temos desenvolvido em Portugal, particularmente orgulhosa por ter constatado o excelente trabalho que o professor Simão tem desempenhado no programa de Música. Parabéns! F.M.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Mesmo sem falar, há tanto para dizer…

Embora os bebés não consigam falar, isso não significa que não tenham muito para dizer. Por volta do seu primeiro aniversário, já conseguem compreender muito do que se passa à sua volta e muitas das palavras que os adultos usam para falar com eles.
“Tempo do teu banho, Maria!” E a Maria, de 13meses, dirige-se o mais depressa que as suas pernas permitem para a casa de banho.
“Vai buscar a tua fralda, Tiago.” E o Tiago, de 12 meses, lá vai animado buscar a sua fralda.
Experimentem perguntar à Maria e ao Tiago porque choram. Embora compreendam a questão e saibam a resposta, tudo o que podem fazer é chorar ainda mais.

Linda Acredolo e Susan Goodwyn são as “mães” de um inovador conceito – o BabySigns. As autoras sublinham que o grande desafio, no que diz respeito à fala, se coloca ao nível do desenvolvimento do tracto vocal, que na altura do nascimento se assemelha mais ao de um chimpanzé do que ao de um ser humano adulto. Felizmente, os bebés são hábeis a controlar outras partes do seu corpo – e sabem disso! Alguns estudos realizados pelas autoras, nos anos 80, demonstraram que no desespero de tentar comunicar, muitos bebés criam naturalmente símbolos gestuais ou “sinais” para se referirem ao que querem falar.
Ao perceber que o seu filho está desejoso para usar gestos simples para se referir a algumas coisas, o passo seguinte passará por ajudá-lo modelando, de forma intencional, sinais relativos a temáticas das quais a criança possa querer falar - tenho fome ou sede, quero mais, a água do banho está quente ou o cão está ladrar.
Provavelmente, estará a pensar neste momento: “Se encorajar o bebé a usar sinais, isso não irá atrasar o desenvolvimento da fala? Se conseguir o que quer através de sinais, irá querer aprender palavras?” A verdade é que os estudos desenvolvidos nesta área corroboram o facto das crianças que usam sinais antes de terem a capacidade de falar demonstrarem competências linguísticas mais avançadas. Aprenderão a falar mais cedo, não mais tarde! As autoras realçam que, da mesma forma que uma criança que gatinha não atrasa a marcha, o recurso a sinais para comunicar não atrasa a fala.

Partilharemos em breve mais novidades relativas aos BabySigns.
Até lá, porque não espreitar o vídeo?
I.M.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Uma verdadeira estrela

Hoje, no final de uma aula de nível 5, uma das "nossas" crianças (os pais que nos desculpem pelo "nossas" mas, de facto, vocês fazem parte desta nossa família Gymboree) ofereceu-nos um excelente exemplo do que é o pensamento simbólico. Ora, uma das maracas que usamos no final da aula para acompanhar uma música que cantamos em cima do pára-quedas, transformou-se num microfone. O nosso rio, onde os ursinhos tinham estado a apanhar peixe para comerem, o gymcushion, transformou-se num palco. E depois... O espectáculo. :) Primeiro, uma música de um personagem da televisão e, depois, uma das músicas do Gymbo. No final, palmas. Uma verdadeira estrela... Simplesmente delicioso!
I.M.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Relações

O Gymboree nasce também do interesse de fazer crescer a relação que liga pais a filhos (e outros familiares próximos) e filhos a pais e é muito interessante acompanhar o quanto crescem estas relações, quando estamos todos à espera de começar mais uma "aventura" no Gymboree e cá fora se ouve cantar aquela canção, que marca o início de todas as aulas, como que a dizer: "está na hora da porta abrir!" e quando chegamos à porta para convidar todos a entrar cruzamo-nos com olhares radiantes e com aquela animação de quem diz "boa! vai começar!". E depois são os pequenos grandes acontecimentos de dia-a-dia que vamos partilhando nas nossas relações:
"já lhe nasceu um dente!" - Boa!
"mostra lá a novidade!... começou a gatinhar!" - Que máximo!
"já está a dar os primeiros passos!" - Fantástico!
e até já acompanha algums movimentos que a música diz para fazer ...
Estão mesmo a crescer todos os dias, que grande aventura !!...
Cr. A.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Crescer é uma grande caminhada...

À medida que as crianças crescem, os seus pais vão flexibilizando os seus desejos e expectativas no que diz respeito ao desenvolvimento de competências, interesses e valores, dos seus filhos. Contudo, um grande objectivo parece permanecer inalterável: o bem-estar e a felicidade dos seus pequenotes. Mães e pais reflectem continuamente sobre qual poderá ser o seu papel para ajudar o seu petiz a alcançar o seu potencial máximo. De facto, ao longo da vida, os pais são, potencialmente, os melhores guias para um filho, ajudando-o a ultrapassar os desafios que vão surgindo.
Crescer é uma grande caminhada. De mãos dadas com os pais, cada pequeno passo será uma grande conquista…
I.M.

sábado, 12 de janeiro de 2008

O verdadeiro segredo para comunicar com os bebés


O bebé está a chorar. Não conseguimos perceber o que de errado está a acontecer. Esta situação poder ser verdadeiramente angustiante para uma mãe ou um pai. Infelizmente, até conseguirem falar, os bebés não possuem palavras para nos comunicarem o que se passa com eles, nem para nos esclarecerem sobre a forma de os ajudar. Será? Graças a uma nova e excepcional abordagem sobre comunicação infantil, as crianças não terão de esperar até conseguirem falar para partilharem connosco o que vai nas suas cabeças...

Fique atento. Em breve teremos novidades para si.

I.M.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Um programa diferente!

Neste fim-de-semana, surpreenda o seu filho escolhendo um programa televisivo diferente para verem em conjunto. A natureza e a ciência podem ser temas fascinantes para a criança. Poderão, depois, fazer algumas experiências e transformarem-se em verdadeiros cientistas. Recorrendo a ímanes, descubram que objectos são atraídos e que objectos são repelidos. Com um alguidar cheio de água, e diferentes objectos e materiais, desvendem o que flutua e o que se afunda. Que maneira tão divertida de compreender a noção de causa e efeito! E é, também, uma excelente forma de enriquecer o vocabulário.
I.M.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Do livro de histórias para a aula Gymboree!

A animação estava instalada numa aula Gymboree de nível 5, em que as crianças viviam o imaginário dos bombeiros. Desde o passeio no carro bombeiro, de pegar numa mangueira para apagar o fogo (as adoradas bolinhas de "sabão"), de saltar para a rede de segurança... Mas, realmente o que mais marcou foi a alegria e o entusiasmo de uma menina, que no momento de salvar o gatinho preso na árvore, revivia o seu episódio preferido da história que ouve, vezes sem conta, antes de adormecer! C.A.

Mostrou que já aprendeu, brincando.

Fantástico! Adoro aprender com os alunos Gymboree. Esta semana no N4 (16-22 meses) estamos a trabalhar o “cima” e o “baixo” – versão simplificada do ‘top’ (cima/topo) e ‘bottom’ (baixo/fundo) inglês. Um dos meus alunos surpreendeu-me durante as suas brincadeiras. Ele estava em cima de uma das nossas pontes e eu a mãe sugerimos-lhe que atirasse a bola (que tinha na mão) para baixo. Em vez disso, sorriu e atirou a bola para cima! Além de nos rimos ainda batemos palmas. Deu-nos a volta à séria! Percebeu os conceitos e ainda brincou connosco. Foi fantástico.

FSA

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Brincar. Um ramo da árvore do desenvolvimento humano.

Brincar. Um ramo da árvore do desenvolvimento humano.
As opiniões divergem sobre a importância desta actividade, intrínseca ao crescer. Mas o valor da herança associada ao brincar é incalculável!
Em Novembro de 1993, a USA Today Magazine publicou um interessante artigo sobre esta temática, “Children at play are learning, too”. Judith Myers-Walls, especialista em desenvolvimento infantil, sublinhou que ao brincar a criança está a aprender e a preparar-se para a vida. A autora acredita que brincar é o trabalho mais importante que uma criança em idade pré-escolar pode fazer para conhecer o mundo, permitindo-lhe alcançar competências, tais como a noção de causa e efeito, a cooperação, a resolução de problemas e o funcionamento do seu corpo. Como para nós, adultos, estas capacidades são um dado adquirido, corremos o risco de ignorar oportunidades únicas das crianças as adquirirem e praticarem.
Acredito que as crianças precisam de dedicar mais tempo, não menos, a brincar – especialmente brincar ao faz de conta. Este tipo de brincadeira, mais ou menos livre, é fundamental para o desenvolvimento do pensamento simbólico, para a auto-regulação e para a criatividade. Ao experimentarem uma variedade de símbolos, ideias e relações, através da brincadeira, a criança está a desenvolver ferramentas que lhe serão muito úteis para encarar os desafios futuros, nomeadamente a entrada para a escola. E, claro, os pais têm um papel fundamental nesta descoberta do mundo faz de conta! Um verdadeiro ensaio para o mundo real!
Os pais poderão ser verdadeiros mentores das brincadeiras, encorajando novas e divertidas brincadeiras. Incentive a criança a escolher o cenário da brincadeira, a negociar os papéis e as especificidades de cada “actor”, a definir os objectos e as regras a serem seguidas. Mostre à criança que o que ela tem a dizer é importante! Os temas surgirão do quotidiano ou decorrerão de um mundo imaginado. Frequentemente os pais relatam episódios em que, espontaneamente em casa, os filhotes reproduzem os temas e as brincadeiras das suas aulas Gymboree.
Vou ser a professora que fica doente e vai ao hospital. Tu vais ser o doutor e vais ouvir o meu coração. A capacidade de planeamento e de resolução de problemas é desenvolvida quer na preparação da brincadeira, quer na própria brincadeira. Como estou doente e dói-me a barriga vou fazer uma cara triste. Ao representar diversos personagens a criança vai ensaiar várias relações e assumir diferentes estados emocionais. Esta consciência é fundamental para o desenvolvimento emocional e social. Tens de vestir uma bata branca. Dás-me um remédio? E, como as brincadeiras têm regras para serem seguidas, a criança começa a compreender que, por vezes, tem de adiar preferências e gratificações. Ora se ficou acordado que ela seria o paciente, não poderá usar o estetoscópio do médico, aquele objecto fascinante que tanta curiosidade lhe desperta.
O seu filhote irá admirá-lo por lhe proporcionar momentos de brincadeira tão especiais e únicos. O laço que vos une será fortalecido…
I.M.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Nova brincadeira


Este novo ano começou cheio de novidades! O Gymboree recebeu-nos com uma nova cara e os nossos alunos mostraram-se ainda mais criativos nas aulas, explorando os equipamentos com as nossas divertidas brincadeiras. Na primeira aula de Gymboree Nível 3 deste ano, uma das nossas alunas, juntamente com o pai, ensinou-nos uma nova brincadeira. Se o tema da aula se relacionava com as bolas, ela foi mais longe e imitou o percurso da bola! Toda a turma experimentou e foi tão divertido! É fantástico como a atenção e o interesse das crianças lhes permite explorar e aprender ainda mais! E os pais atentos, participativos e igualmente interessados, ajudam-nas acompanhando-as nessas novas conquistas.
Bolas pelo barril! Crianças atrás das bolas descendo pelo barril! F.M.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Feliz Ano Novo!

No Gymboree todos os dias são dias de brincadeiras e sorrisos aliados a um extraordinário programa de desenvolvimento infantil!

O Gymboree do Parque das Nações começa o novo ano com um novo "visual". Venha visitar-nos!

O Gymboree de Telheiras também terá todo o prazer em recebê-lo. Se ainda não nos visitou, venha conhecer a nova loja em Telheiras!

A equipa Gymboree deseja-lhe um 2008 cheio de alegria!