sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Aula muito animada e divertida!

Ontem a nossa aula de N4 em Telheiras acabou por acontecer com apenas uma criança. Mas não foi por isso que foi menos animada! Por isso, gostava de partilhar convosco alguns dos momentos “altos” da aula.
Na ponte barulhenta e silenciosa foi muito engraçado observar o G. a explorar, muito compenetrado, os vários sons pendurados debaixo da ponte e, qual não é o espanto quando experimenta abanar as bolas, também presas debaixo da ponte. Resultado? Silêncio… Sem sugestão, por parte dos crescidos, o G. percebeu o contraste inerente aos conceitos opostos deste Lesson Plan – Barulhento e Silencioso.
Na rampa de escalada foi possível assistir a um exemplo da importância da presença do adulto significativo da criança como fonte de segurança para exploração do espaço. Na primeira abordagem o apoio das mãos e braços da mãe F. foi fundamental para chegar ao topo. Na segunda tentativa, foi espectacular observar o esforço e perseverança do G. para escalar a rampa sozinho. A proximidade física e o apoio emocional da mãe foram suficientes. Vitória! Conseguiu subir sozinho.
Em seguida, algum descanso, por favor! E, então, muito divertidas assistimos o G. a criar muito decidido a sua “poltrona”. PlayAll, em forma de círculo, cheio de bolas insufláveis e o G. confortavelmente acomodado lá dentro. Gargalhadas!
E o pára-quedas e um mar de bolinhas?! Que alegria! E claro, a música preferida do G. – “A estrelinha”… Que satisfação!
Sem dúvida, foi uma aula muito divertida.
I.M.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Vou dar banho ao meu bebé!

Por volta dos 24 meses as crianças adoram fazer brincadeiras faz de conta. Provavelmente o seu filhote já brinca às “mamãs” e aos “papás” com as seus bonecos, embalando-os, alimentando-os e deitando-os.
A criança irá adorar dar banho ao seu boneco preferido, podendo assumir o papel de pai/mãe, o crescido que cuida dos mais pequenos. É uma excelente forma para a criança se sentir um cuidador especial, aprender a manter o corpo limpo e dar “banhos de amor” aos seus bonecos preferidos. Além disso, trata-se de uma excelente oportunidade para praticar competências sociais e desenvolver a sua capacidade imaginativa. Segurar no sabonete ou lavar as pequenas partes do corpo do boneco, permite que a criança desenvolva a motricidade fina.

- Prepare a banheira da bonecada! Encha uma banheira de bebé ou um grande alguidar com água morna e gel de banho para fazer espuma. Disponibilize uma toalha, uma esponja, um sabonete e patinhos de borracha para tornar a brincadeira ainda mais realista.
- Encoraje a criança a testar a temperatura da água antes de molhar o boneco. “Está muito fria, para ele? Está quente a água?” Estimule-a, também, a ser carinhosa enquanto lava o filhote (boneco).
- Nomeie as várias partes do corpo do boneco. Estará a facilitar a nomeação de partes do próprio corpo, uma actividade que muito agrada crianças por volta dos 24 meses e a permitir que a criança adquira consciência corporal.
- Finja que o boneco está muito sujo e incentive a criança a lavar melhor partes específicas (atrás das orelhas, entre os dedos dos pés…).
- No final do banho, deixe a criança secar o “seu bebé”. E, depois, pentear, pôr creme, vestir… Deixe que seja a criança a decidir os passos a tomar.

Esta sugestão baseia-se numa actividade proposta no livro: Masi, W. (2004). Toddler play. San Francisco: Gym-Mark, Inc., and Weldon Owen Inc.

I.M.

Novos sons e ritmos!

Como já se sabe, a música é um elemento benéfico ao desenvolvimento das crianças... e porque não explorar diferentes sons com o seu filho?
Com tantas coisas ao nosso alcance (como embalagens de iogurte, arroz ou massinhas, entre outros) pode-se sempre construir um instrumento musical e, a partir dele, descobrir o seu timbre e alguns ritmos diferentes. Coisas simples acabam por ajudar a desenvolver capacidades auditivas, sociais e também a memória. É bom, também, poder observar os mais pequenotes entusiasmados com o novo brinquedo e a utilizarem-no ao ritmo da sua canção preferida!
MB

Para as pré-mamãs: PREGNANT GYM

A maternidade é um grande dom e merece um início feliz.
A preparação para o momento do parto é tão importante como todo o período da gravidez e até mesmo o momento pós-parto. É estranho ver que as mães dedicam mais tempo a preparar o quarto do seu bebé do que o seu próprio corpo.
O exercício físico adequado na gravidez proporciona à mãe um bem-estar, ajudando-a a lidar com as alterações fisiológicas e os desconfortos habituais (dores de costas, pernas e pés inchados, etc.), aliviando-os. Tanto o trabalho muscular como o da respiração preparam a mãe para o tão esperado momento que lhe permitirá ter o bebé em seus braços!
Nos momentos de relaxamento a mãe consegue sentir-se descontraída, em sintonia com o seu bebé, envolta numa sensação de bem-estar. O receio e a ansiedade diminuem e as mães tendem a sentir-se completamente em contacto consigo próprias. Proporcionar momentos de conforto, tranquilidade e qualidade para as pré-mamãs, influencia positivamente o desenvolvimento dos bebés em tempo de gestação. F.M.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Sensibilidade a mais?

Com o Fim da gravidez ficamos atentas e sensiveis às mais pequenas coisas, principalmente quando lidamos com crianças diariamente... Podem dizer que são as hormonas da gravidez, mas é uma alegria tão grande quando olhamos para elas e vemos um mundo cheio de maravilhas... Todos os dias um sorriso, uma nova descoberta, a felicidade de um "Mãe, consegui!"... Vêm-me as lágrimas aos olhos e penso que todas as crianças nos ensinam alguma coisa especial: o que gostam, com um sorriso, o que não gostam, com uma careta... Um som novo transmite admiração, um antigo entusiasmo em cantar e dançar...

Muitas mães me dizem : " É a melhor coisa que há no mundo!", " A cada dia que passa, vai amá-la mais!", " Não há nada mais gratificante do que um sorriso do nosso filho para nós!", " Todos os dias vão ser especiais!"... É impossível não acreditar em testemunhos que nos são contados com um brilho nos olhos e com um orgulho imenso de ser pais escondido nas entrelinhas! Um dia, disseram-me até que é impossível não gostar de crianças porque todas elas vieram do céu e são os olhos de alguém...

Penso no que vem a caminho e em todas as experiências por que, também, irei passar... Está quase!

MB

Devagarinho se vai ao longe...

Alguns pais mostram-se apreensivos quando sentem (através da comparação com outras crianças) que o seu filho/a “ainda não se senta...”, “ainda não gatinha...”, “ainda não anda...”. Perguntam discretamente se é normal e o que podem fazer para ajudá-lo/a a aprender mais depressa. Sem problema e sem pressa! Cada criança tem o seu ritmo. Umas gostam mais de observar e absorver e um dia, sem esperarmos, estão a dar os primeiros passos ou a pôr todas as argolas coloridas no cone! Até há crianças que gostam mais de estar de pé e que o gatinhar não lhes é muito confortável. Não pressionamos. Estimulamos com a brincadeira e uma conquista surpresa faz dos pais felizes e confiantes que devagarinho se vai ao longe... FSA

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Preciso de ti para ser crescido

À medida que as crianças alcançam a maturidade – física, cognitiva e emocional – procuram libertar-se da dependência funcional em relação aos adultos cuidadores. A criança toma consciência da sua individualidade, do controlo que tem sobre o mundo e das novas e espectaculares capacidades que possui. As crianças procuram experimentar as suas próprias ideias, executar as suas preferências e tomar decisões. Os pais e agentes educativos que vêem estas (novas) tentativas como um esforço saudável no sentido da autonomia, podem ajudá-las a alcançar o auto-controlo, contribuindo para um crescente sentido de competência e evitando conflitos (Papalia & Olds, 1998)*.
Uma das características a desenvolver nos anos pré-escolares é, pois, a autonomia. Assim como a maioria das capacidades, a autonomia, e a consequente responsabilidade, não surgem sem mais nem menos com o passar do tempo sendo, por isso, necessário programá-las e estimulá-las. E os pequenotes contarão com os crescidos, em quem confiam, para os ajudar neste importante processo.
I.M.
*Papalia, D., Olds, S. (1998). Human Development. McGraw-Hill.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Um convite à estimulação sensorial

Neste fim-de-semana, as compras do supermercado poderão transformar-se numa visita a feiras e mercados. Novas imagens e sensações tácteis. Novos sons, odores e sabores.
Vamos explorá-los?
I.M.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Baby Boom

Este post vai ser curtinho.
Apenas para agradecer e fazer uma vénia ao Baby Boom pelo link e simpatia.
O Baby Boom é um dos nossos blogs favoritos. Pela riqueza e quantidade de informação. Pela forma simples mas rigorosa com que aborda os temas. Pleas dicas. Pelos testemunhos. Pelas novidades.
É um exemplo a seguir e uma verdadeira fonte de inspiração!
Obrigado e até breve.

E o bebé começa a dormir melhor!

E dorme, dorme… mas precisa de se alimentar!
Quando embrulhados (1º passo – swaddling), durante as primeiras semanas, os bebés não acordam tanto para serem alimentados. Mesmo assim, os pais devem acordar os seus bebés para os alimentarem.
Os 5 S’s (5 passos) estão a ser ensinados nos Estados Unidos da América em diferentes clínicas e agora também em Portugal, ajudando muitas mães a conseguirem amamentar os seus bebés com sucesso, uma vez que o choro do bebé causa: 1) desânimo; 2) stress e fadiga, diminuindo a produção de leite; 3) a perca de confiança das mães e o aumento das preocupações com o seu leite (“Não será bom?”, “Será alergia a algum alimento?”); 4) as mães às vezes ficam ressentidas ao amamentar quando o peito é a única maneira que encontram de acalmar o bebé; 5) o choro frequentemente leva os pais a pressionarem as mães a parar de amamentar.
É claro que quando o bebé resmunga, as primeiras coisas a fazer são pegar no bebé, amamentar, mudar a fralda… mas se continua a chorar… ou se quer colocar o bebé a dormir, os 5 S’s são uma ajuda preciosa. De facto, têm sido usados por mães de todo o mundo há milhares de anos. F.M.

Brinque e Aprenda com o seu Filho!




terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O SEU BEBÉ CHORA… PORQUÊ?




A investigação tem mostrado que às 6 semanas de idade, em média, os bebés choram cerca de 3.5 horas por dia.

Algum desse choro será atribuído às necessidades básicas do seu bebé, como a fome ou o desconforto. No entanto, no resto do tempo – na maioria dos casos a maior parte do tempo – o choro aparece sem qualquer razão aparente.

Para muitos recém pais, esta incapacidade de consolar e acalmar o seu bebé pode trazer sentimentos de insuficiência e, em muitos casos, uma preocupação verdadeira de que algo de errado se passa com a criança.

Com nova investigação nesta área, existem especialistas a acreditar que, o que era chamado de “cólica” é actualmente a falta de estimulação. O que isto significa é que um bebé recém-nascido, ao longo dos primeiros meses após o nascimento, sente a falta da vasta estimulação que experimentou durante cerca de 9 meses no ventre da mãe.

Por isso, a melhor maneira para confortar o seu bebé é recriar essa experiência anteriormente vivida no ventre materno.

Para ajudar e ensinar aos pais com bebés que choram bastante, como acalmá-los e ajudá-los a dormir melhor, o reconhecido pediatra e especialista em desenvolvimento infantil, Dr. Harvey Karp, desenvolveu um workshop com o método que imita a vivência no útero materno: The Happiest Baby. Já o ensinou a médicos, enfermeiros e a muitos pais, entre eles alguns conhecidos como Keely e Pierce Brosnan; e já foi convidado a demonstrá-lo em vários programas americanos conhecidos como o Dr. Phill e Good Morning America, entre outros.



No Gymboree pode aprender esse método com uma formadora certificada que durante o Workshop The Happiest Baby lhe ensina todos os passos que permitem aos pais identificar e parar o choro dos seus bebés.




F.M.

Pais orgulhosos

Durante bastante tempo prevaleceu a ideia de que a natureza teria dado à mulher as ferramentas essenciais para ser a única pessoa responsável pelo bem-estar físico, emocional e social dos filhos. A educação, bem como o cuidado dos filhos, eram encarados como responsabilidades exclusivas das mães. O papel do pai na educação das crianças parecia ser absolutamente secundário. Era visto como o “ganha-pão” da casa e, como tal, era encarado como uma figura ausente, de autoridade e disciplina.
Contrariando esta tendência, nos últimos anos, o pai começou a ganhar destaque na educação e desenvolvimento dos filhos, podendo e envolvendo-se mais e estando mais presente. E, felizmente, algumas medidas governamentais (como a licença parental) têm apoiado os pais neste processo.

Actualmente, e como consequência de várias metamorfoses sociais, ambas as figuras parentais tentam conciliar uma vida profissional e uma vida familiar com filhos. A mãe deseja um pai atento e envolvido e o pai deseja-se dedicado, afectuoso e disponível. O pai deixou, então, de ser periférico e passou a ser central na família. O homem encontrou outra forma de se envolver na vida familiar, ao mesmo tempo que a mãe se voltou para o mundo exterior, não deixando de estar presente na família. Presentemente, os homens já têm consciência da necessidade de participarem na educação dos filhos e a percepção de que a paternidade responsável faz deles seres mais felizes e completos. A capacidade de envolvimento do pai no cuidado dos filhos parece estar menos dependente das expectativas sociais e mais relacionada com as expectativas que o próprio tem sobre essa tarefa.

No Gymboree, é um prazer termos uma aula cheia de pais, animados, acompanhando os seus rebentos. Orgulhosos do seu papel. É muito engraçado ver as negociações entre mãe e pai sobre a estratégia a adoptar na participação nas aulas. “Eu faço Gymboree e tu Música. Para a semana trocamos. Combinado?”
I.M.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Hoje quero ser...

Sugira novos papéis para as vossas brincadeiras.
Estão a brincar aos bombeiros? Então, lembre a criança que poderá ser, para além do bombeiro que apaga o fogo, o comandante (tomando decisões importantes), o condutor do carro dos bombeiros, a pessoa que faz a chamada para pedir socorro ou a pessoa que é acudida.
Vão tratar do jardim? Quem é o jardineiro? E o grande pinheiro? Então e a borboleta e a abelha? Sugira à criança que finja ser a própria relva que vai ser regada. Como é estar molhado?
Incluam objectos “não realistas” (flor com cheiro a chocolate, máquina que faz nuvens, chuva com sabor a morango, etc). Surpreenda-se com a imaginação da criança… A criatividade, o pensamento simbólico e a linguagem são algumas competências que estarão a ser estimuladas.
Bom fim-de-semana e óptimas brincadeiras!
I.M.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

No meu tempo...

No meu tempo brincava com carrinhos de rolamentos. Quando eu era pequena era eu que fazia os vestidos das minhas bonecas. Sempre que podia ia brincar para a rua. Hoje está tudo diferente.

Li recentemente um interessante estudo* realizado por Maria Vickerius e Anette Sandberg (2006), cujos principais objectivos foram clarificar o conceito de brincar, compreender o seu significado para o indivíduo e para as suas interacções sociais, bem como comparar os actuais contextos (físicos e sociais) de brincadeira com as memórias de adultos, relativamente à sua infância. Participaram no estudo pessoas que trabalham com crianças, pais e crianças entre os três e os cinco anos.
O estudo demonstrou que, em termos de significado, brincar é divertido. Quer as crianças, quer os adultos, apreciam brincar e sentem que aprendem uns com os outros, sendo uma forma de estarem juntos e de compreender o que o outro pensa durante a brincadeira. Os pais definiram brincar como sinónimo de fantasia e diversão. Já as crianças recorreram a exemplos de brincadeiras. De acordo com este estudo brincar tem significado desde que seja divertido. As crianças referiram que o que de mais divertido fazem na “escola” é brincar e ser criativo. Mencionaram que o mais aborrecido é fazer algo não desejado ou não brincar com outras crianças. Por termos consciência destes significados, no Gymboree valorizamos os interesses da criança enquanto brinca e a partilha da brincadeira com pares.
No mesmo estudo, verificou-se que as semelhanças entre o contexto físico da brincadeira, na infância dos adultos participantes no estudo e o contexto físico da brincadeira nos dias de hoje, consistem no recurso a materiais naturais para brincar e a existência de parques infantis. As principais diferenças, encontram-se sobretudo ao nível dos media e da indústria dos brinquedos. O facto de, em grande parte dos casos, ambos os pais trabalharem fora de casa, possibilita um maior poder de compra, sendo que as crianças de hoje parecem ter mais brinquedos.
No que concerne às semelhanças do ambiente social da brincadeira, destaca-se a necessidade de brincar e de compreender o mundo envolvente, o uso da fantasia, o significado dos amigos, os papéis de género e as características da criança à nascença.

O que dirão no futuro, as crianças do presente? No meu tempo…

I.M.

* Vickerius, M & Sandberg, A. (2006). The significance of play and the environment around play. Early Child Development and Care, 76(2), 207-217.